Lionel Scaloni Transformou a Argentina? Os Bastidores da Seleção que Busca Outra Final de Copa
Lionel Scaloni guiou a Argentina a mais uma semifinal de Copa do Mundo — a quarta vez seguida que isso acontece sob seu comando. Antes do duelo direto contra a Inglaterra, nesta quarta-feira (15), às 16h (de Brasília), no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, vale entender o que está por trás dessa consistência pouco comum no futebol de seleções: Lionel Scaloni e a Argentina construíram, desde 2018, um projeto que vai muito além do talento individual de Messi.
O projeto de continuidade por trás de Lionel Scaloni e a Argentina

Desde que assumiu o comando após a Copa da Rússia 2018, Lionel Scaloni manteve a mesma comissão técnica — formada por ex-jogadores queridos pela torcida argentina, como Roberto Ayala, Pablo Aimar e Walter Samuel — e um núcleo de jogadores que foi evoluindo junto com o próprio ciclo. O resultado prático: em todos os cinco torneios disputados sob seu comando, a Argentina chegou, no mínimo, à semifinal, com títulos do Mundial de 2022 e das Copas América de 2021 e 2024.
Essa continuidade tem reflexo direto no campo: Lionel Scaloni e a Argentina apostam em uma estrutura tática que se adapta a diferentes adversários sem perder identidade — alternando posse de bola, pressão alta, transições rápidas e blocos mais recuados dependendo do momento da partida.
A decisão ousada antes da Copa
Um dos capítulos mais importantes dos bastidores de Lionel Scaloni e a Argentina nesta edição aconteceu ainda antes da estreia: diante de um cenário que o próprio técnico descreveu como “muito complicado”, ele optou por convocar caras novas em vez de manter apenas os campeões de 2022 — uma decisão de risco que, segundo a leitura da comissão técnica, era necessária para renovar o time.
A aposta se mostrou acertada nos momentos mais difíceis: jogadores que vinham passando despercebidos assumiram protagonismo justamente nas fases decisivas.
Sofrimento nas eliminatórias — e os heróis que apareceram
A campanha da Argentina no mata-mata está longe de ter sido tranquila. A equipe só passou da estreante Cabo Verde na prorrogação (3 a 2), sofreu uma virada dramática contra o Egito — que chegou a vencer por 2 a 0, com direito a pênalti perdido de Messi — e precisou, mais uma vez, da prorrogação para superar a Suíça (3 a 1).
Em cada um desses jogos, um nome diferente apareceu para resolver:
- Enzo Fernández foi decisivo contra o Egito
- Julián Álvarez e Lautaro Martínez decidiram contra a Suíça, já na prorrogação
Segundo o próprio Scaloni, esse é o maior mérito do grupo: “agora aparecem os goleadores que antes não estavam”, aliviando a carga histórica que sempre recaiu sobre Messi.
Messi, o camisa 10 que caminha mais e decide igual

Outro dado que chama atenção na trajetória de Lionel Scaloni e a Argentina é o novo papel de Messi dentro de campo. Aos 39 anos, em sua sexta e provável última Copa do Mundo, o capitão argentino caminhou em mais de 60% dos jogos disputados até aqui, segundo dados do The Athletic — mas segue liderando a artilharia do torneio, com 8 gols, empatado com Mbappé.
Menos explosivo fisicamente, Messi mantém intactas a visão de jogo e a qualidade de finalização — provando que sua influência no time não depende mais da velocidade.
A análise do F14 Sports
O que mais impressiona em Lionel Scaloni e a Argentina não é o talento — isso o país sempre teve de sobra. É a capacidade de transformar um grupo talentoso em uma estrutura coletiva funcional, mesmo em anos de transição, mesmo com um Messi fisicamente diferente do que era em 2022, mesmo com resultados sofridos na fase eliminatória. Poucos treinadores no mundo conseguiriam manter o nível de consistência que Scaloni mantém desde 2018: semifinal atrás de semifinal, título atrás de título.
A renovação de contrato com a AFA, já encaminhada verbalmente até 2031, mostra que a federação argentina entendeu isso antes de qualquer resultado nesta Copa: o verdadeiro ativo da seleção não é apenas Messi — é o próprio modelo criado por Scaloni, que deve sobreviver ao capitão quando ele finalmente se aposentar das Copas do Mundo.
E você, torcedor? Acha que Scaloni já merece ser citado entre os maiores treinadores da história das Copas do Mundo? Comenta aqui embaixo.
Perguntas frequentes
Desde quando Lionel Scaloni comanda a Argentina?
Scaloni assumiu a seleção argentina após a Copa do Mundo da Rússia, em 2018, e desde então já conquistou o Mundial de 2022 e duas Copas América (2021 e 2024).
Quantas vezes a Argentina chegou à semifinal sob Scaloni?
A campanha atual marca a quarta vez seguida que a Argentina alcança, no mínimo, a semifinal de um torneio disputado sob o comando de Scaloni.
Quando é o próximo jogo da Argentina na Copa do Mundo 2026?
A Argentina enfrenta a Inglaterra na quarta-feira (15), às 16h de Brasília, no Mercedes-Benz Stadium, em Atlanta, pela vaga na final.
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